Linhas de Pesquisa

O Grupo de Pesquisa O Poder Global e a Geopolítica do Capitalismo compartilha uma mesma maneira de olhar para o sistema internacional, mas é multidisciplinar e envolve professores pertencentes a distintas Instituições de Ensino Superior. Suas quatro áreas de pesquisa não são departamentos ou linhas de especialização, são apenas eixos fundamentais de um trabalho de reflexão e pesquisa, que pode e deve incorporá-los e atravessá-los simultaneamente.

I — A Acumulação de Poder: as guerras, as revoluções e a geopolítica do sistema interestatal capitalista

Seu objeto de estudo é a acumulação do poder dentro do “sistema interestatal capitalista”, que nasceu na Europa e conquistou o mundo nos últimos 500 anos. A pesquisa parte das premissas de que o poder é expansivo e de que o sistema é um “universo” em expansão contínua. Neste sistema, as guerras, as revoluções e a diplomacia são instrumentos fundamentais de acumulação de poder, e a própria acumulação do capital é indissociável deste processo expansivo e competitivo, liderado pelas Grandes Potências.

II — A Acumulação de Poder e a Geopolítica da Moeda e da Finança

Seu objeto de estudo são as relações entre o poder, as moedas e as finanças. Parte de uma premissa fundamental: as “moedas internacionais” envolvem relações assimétricas entre seus emissores e os seus detentores, e por trás de todo sistema monetário se esconde sempre uma relação de poder, nacional ou internacional. Todas as moedas de referencia regional ou internacional se impuseram depois de uma longa luta de conquista e dominação entre seus estados emissores e seus capitais financeiros.​

III — A Luta pelo Poder e a Geocultura Científica da Modernidade

Seu objeto de estudo são as relações entre o poder e os interesses nacionais, os grandes paradigmas do conhecimento científico moderno, e a monopolização do próprio processo das “revoluções científicas”. Seu ponto de partida é o nascimento da “ciência moderna” que coincidiu com o surgimento dos estados europeus, e o fato de que, desde então, a maior parte da produção científica se deu nestes países e, depois, nos Estados Unidos, funcionando como instrumento decisivo de sua liderança mundial.​

IV — O Sistema Interestatal, a Finança e a Saúde Internacional

Seu objeto são as relações entre o sistema interestatal, a saúde internacional e o capital financeiro. Hoje, a Biologia substituiu a Física como campo onde se desenvolvem as pesquisas de ponta ligadas aos sistemas nacionais de defesa, que se transformaram no epicentro de complexos médico-tecnológico-financeiros, competitivos em nível internacional – sob o manto de ideologias filantrópicas – pelo controle estratégico de territórios de experimentação sanitária e de acumulação médico-financeira.​